
Adorei. Visite e indique um amigo ao final. É só clicar aqui para estar dentro do museu.
Uma visão sobre o atual mundo "verde" que nos cerca... gente, empresas, ongs, ações e o que mais tiver pra contar.
Atenção! Quem se deparar agora com este selo em alguma pet de óleo vai estar diante de mais uma vitória do Greenpeace. Significa que o óleo foi produzido com soja geneticamente modificada, ou seja, transgênica.
A boa notícia vem do próprio site do Greenpeace Brasil (www.greenpeace.org.br). Em 2005, a entidade entrou com uma denúncia e teve apoio do Ministério Público de São Paulo. Após anos de luta, a Bunge e a Cargill, maiores produtoras de óleo de soja do país (como Liza e Soya) foram obrigadas a usar o selinho paga-mico.
Existem diversas leis municipais e estaduais diferentes sobre o assunto. No estado do Acre é proibida a venda de qualquer produto que contenha transgênico. E acreditem, no Rio de Janeiro será obrigatório para supermercados e até botequins (!!!) avisarem da comercialização ou utilização desses produtos. Agora basta saber se os pés-sujos do Rio que vendem frituras como água no deserto vão cumprir a lei. Se a moda pega, até barraquinha de X-Tudo (:P) vai ter que colocar um aviso ao lado da "praquinha" do "x-burg". Tomara que dê certo!
Parabéns ao Greenpeace Brasil por mais uma vitória! Vamos agurdar para que a lei seja cumprida, pois existem dezenas de produtos que precisam ser rotulados.
Dá uma olhada na coleção.
Tem até sapatilha de cetim por 185 dólares. Na Alfândega tem umas lindas por 12. Reais.
John Elkington*
Segundo Gustavo Pimentel, gerente de Eco-Finanças da Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), a prática é conhecida como greenwash, que significa “maquiagem verde”. Segundo ele as empresas “não têm a mínima intenção de ser, mas apenas de parecer”.
Sustentabilidade
A prática tem sido bastante utilizada no setor financeiro. O Unibanco, em sua mais nova campanha, resumiu que “para investir em sustentabilidade, o Unibanco escolheu investir no jovem. Porque tudo que você investe no jovem gera retorno”. O comercial, veiculado por grandes emissoras de televisão, termina sem apresentar nenhuma ação, projeto realizado ou qualquer resultado. Apesar disso, o banco diz investir em sustentabilidade há 25 anos.
O HSBC preserva áreas de florestas do sul do país para compensar o gás carbônico emitido no dia a dia pelos veículos e casas de seus clientes de seguros. No entanto, a preservação não induz o cliente a reduzir suas emissões, ou aplicar descontos no seguro de acordo com o nível de emissões. Da mesma forma funciona o fundo de renda fixa Itaú Ecomudança, que doa parte da taxa de administração para a neutralização de carbono do investidor. A página do fundo indica quanto é necessário investir para neutralizar todas as emissões individuais: “caso você não disponha do total do valor sugerido para a aplicação, invista parte dos seus recursos no Fundo Itaú Ecomudança RF e pense como pode mudar seus hábitos para reduzir as suas emissões”.
“Trata-se tecnicamente de um análogo da ‘indulgência’, ferramenta desenvolvida pela igreja durante a era medieval para inspirar a adesão dos cidadãos de posse. Incidentalmente, para os cidadãos sem posse havia a fogueira”, afirma o empreendedor de negócios sustentáveis Ricardo Peres.
Já o Bradesco, que segundo a consultoria Interbrands possui uma das marcas mais valiosas do país, acabou de lançar o “Banco do Planeta”, uma ação para aglutinar suas iniciativas socioambientais, com grande campanha publicitária na TV, rádio, jornais e revistas. “O Bradesco usa a sustentabilidade como estratégia de marketing, ao invés de inseri-la paulatinamente nos negócios”, comenta Pimentel.
Na prática
A rede internacional de ONGs BankTrack que monitora o setor financeiro, lançou em dezembro o relatório Mind the Gap, que avalia a jornada dos bancos rumo à sustentabilidade. Foram analisados 45 bancos de todos os continentes, inclusive os brasileiros Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. Os dados mostram que, na prática, as ações dos bancos são ínfimas, apesar de terem avançado com relação ao último levantamento, em 2006. Na verdade, as ações socioambientais dos bancos são meros factóides.
Fonte: Bancários do Rio